A Castelbel localizada no Castêlo da Maia, é uma empresa que se dedica à conceção e comercialização de produtos perfumados da melhor qualidade para a casa e corpo, entre eles sabonetes, velas, ambientadores, difusores de fragrância, papéis perfumados, águas-de-colónia, cremes de mãos e cremes de corpo.
Presente já em 52 países, a Castelbel espalha charme e perfume pelo resto do mundo, marcando a diferença pela sua distinta combinação de um design de excelência com as melhores fragrâncias.
Fomos falar com o fundador, Aquiles Barros para ficarmos a saber um pouco mais sobre a história desta empresa.

Entrevista a Aquiles Barros, fundador da empresa

Falemos um pouco da história da sua empresa.
Depois de ter estado ligado à Ach Brito, em 1999 decidiu fundar a CASTELBEL. O que o levou a tomar essa decisão?

Eu não estava ligado à Ach. Brito, uma vez que era Professor na Faculdade de Ciências do Porto, em regime de exclusividade. Limitava-me a dar apoio, tendo acontecido que fui a pessoa que, a partir de 1991, desenvolveu os sabonetes da nova linha Claus, juntamente com o Sr. Jon Bresler; este concebeu os rótulos da linha a partir de rótulos antigos da Ach. Brito e eu tratei da produção dos sabonetes, que ele depois comercializou nos Estados Unidos. Em 1999 decidi terminar o meu apoio, por incompatibilização com o administrador da altura, o Dr. Lopes Cardoso, e foi então que o Sr. Jon Bresler me desafiou para sermos sócios numa empresa nova. Como eu não tinha dinheiro, consegui que um grande amigo meu, o Sr. Jerónimo Campos, se associasse à iniciativa, e foi assim que nasceu a Castelbel, gerida por um triunvirato.

A exportação representa cerca de 80% da produção e a internacionalização foi uma aposta inicial, tendo começado a produzir apenas para um cliente. Quando esse cliente o “abandonou” e lhe disse para encerrar a empresa, o que pensou?

A resposta vem na continuação da resposta anterior. Em finais de 2002, o Sr. Jon Bresler disse-me que para eu fechar a Castelbel, argumentando que o 11 de setembro de 2001 tinha feito baixar muito o negócio em Nova Iorque. Mas nós não fechámos; com o espetro da falência sempre presente, uma vez que deixámos de ter o nosso único cliente, andámos alguns meses à deriva; mas, com um misto de perseverança e de sorte, acabámos por conseguir sobreviver. Quem diria que, passados pouco mais de 10 anos, iríamos atingir uma projeção com a qual nunca tínhamos sonhado!

Sabemos que têm planeadas novas instalações, que mudanças irá trazer isso para o dia a dia da empresa?

Nós começámos com 5 trabalhadores e umas instalações muito modestas, com cerca de 800 metros quadrados. Em 2006, numa altura em que já éramos cerca de 20, mudámos para instalações mais amplas (cerca de 1600 metros quadrados) e mais condignas. Como continuámos a crescer, em 2012 fomos obrigados a alargar o espaço ocupado para mais do dobro (cerca de 3300 metros quadrados). No final de 2015, numa altura em que já éramos mais de 150, verificámos que as instalações já não chegavam e, como não havia possibilidade de expansão, começámos a pensar em mudar de localização. Não foi um processo fácil, uma vez que tínhamos uma grande vontade em manter a empresa na terra que lhe deu o nome. E fomos bem sucedidos: acabou de ser celebrado um acordo para a construção de instalações novas, no Loteamento Sotecal (junto à GNR), que se prevê que venham a ficar concluídas no final de março do próximo ano. É um sonho tornado realidade, que nos vai permitir terminar com a situação atual, em que somos obrigados a pensar muito bem antes de admitir novos funcionários, porque já não temos onde os sentar.

De todo o catálogo de produtos da Castelbel, qual é aquele que representa maior peso na faturação?

O nosso leque de produtos é muito variado. Para além dos sabonetes, que são o nosso produto principal, comercializamos muitos outros, como difusores de ambiente, velas, papéis perfumados, saquetas perfumadas, geles de banho, loções corporais, perfumes e, até, um sabão de barba sólido. Note-se que os produtos com as nossas marcas (Castelbel e Portus Cale) representam apenas 65% das nossas vendas; também produzimos sabonetes para clientes com marca própria, como, por exemplo, a Zara Home.

A Castelbel opera com 2 marcas, a Portus Calle e a Castelbel. As diferenças entre elas é somente o segmento que estão direcionadas ou tem algo mais que as caracteriza individualmente?

Não diria que se destinam a segmentos diferentes, apesar de haver a convicção de que a marca Portus Cale atinge um público alvo mais alto, por apresentar designs mais requintados e aromas mais sofisticados. No entanto, há muitos clientes que preferem a marca Castelbel, com designs mais sóbrios e aromas mais bem definidos, manifestamente intemporais. E já que fala em caraterísticas das nossas marcas, há uma que é muito importante: a renovação/inovação. A Castelbel está permanentemente a pensar no que há de fazer diferente para agradar aos seus clientes, num mercado que é altamente competitivo. Três exemplos: a linha que foi lançada há 4 ou 5 anos atrás, de homenagem ao Vinho do Porto, em que os produtos são apresentados dentro de caixas de madeira, com marcação a fogo, como acontece com a generalidade das garrafas desse vinho; uma linha que foi lançada há dois anos e que tem tido um êxito extraordinário, em que os recipientes dos produtos são em porcelana; uma linha mais recente, com motivos de cidades (portuguesas e estrangeiras), que começou por só ter sabonetes, mas que já está a ser alargada a velas e a saquetas perfumadas.

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